sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Weber e os tipos ideais



Weber e os tipos ideais

 - A respeito dos estudos comparativos, a resposta de Weber foi a elaboração de “tipos ideais”, que constituem um dispositivo generalizante, um modelo heurístico, sobre o qual era possível aplicar a comparação. Nas suas explicações históricas comparadas, Weber rejeita sempre a hipótese de leis ou de monocausalidade; ele pensa, portanto, que um evento pode ter diversas causas e que conjuntos diversos de causas podem ter o mesmo efeito. A validade das comparações em Weber provém das suas construções empíricas dos processos de indução e de introspecção mais do que de uma verificação causal de hipóteses.
Paola Rebughini. A comparação qualitativa de objetos complexos e o efeito da reflexividade. In: Alberto Melluci (org.) Por uma sociologia reflexiva: pesquisa qualitativa e cultura. Petrópolis: Vozes, 2005, p. 242 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, assinale a opção correta a respeito de “tipos ideais”, segundo a formulação proposta por Max Weber.

A- Os “tipos ideais” não são construções empíricas.
B- A causalidade única é a base dos “tipos ideais”.
C- A comparação não é essencial para a construção dos “tipos ideais”.
D- Os “tipos ideais” não permitem uma explicação histórica.
E- Os “tipos ideais” são construídos essencialmente a partir da verificação causal de hipóteses.

Nenhum comentário:

Postar um comentário