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sábado, 15 de agosto de 2015

Mercadoria e Trabalho

(UEL – 2006) O misterioso da forma da mercadoria reside no fato de que ela reflete aos homens as características sociais do seu próprio trabalho, como características objetivas dos próprios produtos do trabalho e, ao mesmo tempo, também da relação social dos produtores com o trabalho total como uma relação social existente fora deles, entre objetos. (Adaptado: MARX, Karl. O Capital. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 71.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que, para Marx:
a) As mercadorias, por serem objetos, são destituídas de qualquer vinculação com os seus produtores.
b) As mercadorias materializam a harmonia presente na realização do trabalho alienado.
c) Os trabalhadores, independentemente da maneira como produzem a mercadoria, são alijados do processo de produção.
d) As mercadorias constituem-se em um elemento pacificador das relações entre patrões e trabalhadores.
e) A mercadoria, no contexto do modo capitalista de produção, possui caráter fetichista, refletindo os aspectos sociais do trabalho.

Classes Sociais



(UFU?2013) Temos um trabalhador numa determinada indústria. Suponhamos que ele conheça o dono da pequena indústria em que trabalha e que tenha até uma boa amizade com ele. Em determinado momento, porém, acontece uma greve. Apesar da amizade entre o trabalhador e seu patrão, provavelmente durante a greve ambos estarão colocados em lados opostos.

TOMAZI, Nelson. Iniciação à Sociologia. São Paulo: Atual, 1993. p. 13-14.

Este exemplo, tomado para introduzir uma reflexão sobre conceitos elaborados por Marx, em sua crítica à sociedade capitalista, remete, claramente, à noção de “classes sociais”, entendida no marxismo como 

A) grupos de indivíduos que compartilham os mesmos motivos para realizarem ações sociais.
B) grupos de indivíduos que agem de forma semelhante em face de um mesmo fato social.
C) grupos de indivíduos que possuem a mesma crença com relação aos valores que precedem suas ações.
D) grupos de indivíduos que ocupam uma mesma posição nas relações sociais de produção.

A Classe Operária

       Considere os trechos a seguir.
 A classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionarcpara os seus próprios objetivos.(MARX, Karl.A revolução antes da revolução. São Paulo: Expressão Popular, 2008, p.399.)
 
Também do ponto de vista histórico, contudo, o “progresso” a caminho do Estado regido e administrado segundo um direito burocrático e racional e regras pensadas racionalmente, atualmente, está intimamente ligado ao moderno desenvolvimento capitalista. (WEBER, Max.Parlamento e governo na Alemanha reordenada: crítica política do funcionalismo e da natureza dos partidos. Petrópolis:Vozes, 1993, p.43.)
 
       Com base nos trechos, compare as concepções clássicas de Estado formuladas nas obras de     Karl Marx e Max Weber.
QUESTÃO 1 – EXPECTATIVA DE RESPOSTA

     Resposta esperada
Espera-se que o candidato demonstre conhecimento e aplicação do conceito de Estado em Marx e Weber. A aplicação
dos conceitos dos autores para a compreensão do Estado será revelada se o condidato, além de apresentar os con-
ceitos, for capaz de, por meio da comparação, estabelecer as relações entre as duas compreensões teóricas distintas.
A visão de Estado como aparato da classe dominante, no capitalismo, a classe burguesa; a visão de Estado como
dominação racional baseada na organização burocrática e impessoal

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Investigação Científica


(CNDL) Discorra a respeito da valorização da investigação científica nos estudos sociológicos, a partir da seguinte citação:

“Toda ciência seria supérflua se a aparência e a essência das coisas se confundissem.”
MARX, K; ENGELS, F. História; (Org.) FERNANDES, Florestan, São Paulo: Ática, 1983.

resposta da questão 2:
Marx, em uma análise sociológica, preconizava que não se deve partir do que os homens dizem ou representam, mas, ao contrário, deve-se partir de seu processo de vida efetivo, ou seja, de homens efetivamente ativos. Marx defende que a ciência não deve ser superficial, valorizando a importância da investição aprofundada com base na pesquisa científica.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

o primeiro pressuposto de toda a existência humana...



(UFPB 2009)(Adaptado) Leia o texto abaixo:
[...] o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a História, é que os homens devem estar em condições de viver para poder ‘fazer história’. Mas, para viver, é preciso antes de tudo comer, beber, ter habitação, vestir-se e algumas coisas mais. O primeiro ato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitam a satisfação destas necessidades, a produção da própria vida material, e de fato este é um ato histórico, uma condição fundamental de toda história, que ainda hoje, como há milhares de anos, deve ser cumprido todos os dias e todas as horas, simplesmente para manter os homens vivos.” MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 39.

As análises históricas de Marx (1818-1883), pensador alemão, exerceram e ainda exercem grande influência nas ciências humanas e sociais, entre elas, a História. Sobre a concepção marxista de História, assinale as alternativas verdadeiras.
1)
A concepção da luta de classes como motor da História foi atribuída indevidamente ao marxismo, para o qual as transformações históricas decorrem apenas das ações dos indivíduos.
2)
O marxismo defende, teoricamente, uma postura neutra do historiador diante da sociedade e do conhecimento produzido sobre a mesma e, assim, nega validade prática a sua própria concepção.
3)
As sociedades, para Marx, não podem ser compreendidas sem um estudo pormenorizado de sua base econômica, e esse entendimento significa a análise da sua organização material para a produção da sobrevivência humana.
4)
Os marxistas são ardorosos defensores do fim da história, pois essa tese representa a culminância do desenvolvimento humano, com a glorificação da sociedade de mercado e da democracia liberal.
5)
A História, para Marx, é feita por todos, principalmente os trabalhadores, e essa concepção  rompia com a idéia, bastante comum no século XIX, de uma História feita apenas pelos “grandes homens”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A exploração do trabalho no capitalismo

Sobre a exploração do trabalho no capitalismo, segundo a teoria de Karl Marx (1818-1883), é correto afirmar: 

a) A lei da hora-extra explica como os proprietários dos meios de produção se apropriam das horas não pagas ao trabalhador, obtendo maior excedente no processo de produção das mercadorias.

b) A lei da mais valia consiste nas horas extras trabalhadas após o horário contratado, que não são pagas ao trabalhador pelos proprietários dos meios de produção.

c) A lei da mais-valia explica como o proprietário dos meios de produção extrai e se apropria do excedente produzido pelo trabalhador, pagando-lhe apenas por uma parte das horas trabalhadas. 

d) As horas extras trabalhadas após o expediente constituem-se na essência do processo de produção de excedentes e da apropriação das mercadorias pelo proprietário dos meios de produção.    

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Capitalismo e trabalho

Considerando que a produção e a circulação de bens e de serviços são o resultado da combinação de trabalho, matéria-prima e instrumentos de produção, assinale o que for incorreto. 

A - Para Karl Marx, no capitalismo, os trabalhadores encontram-se alienados pelo fato de não se apropriarem dos resultados do seu trabalho nem controlarem o processo produtivo.

 B - Na produção capitalista contemporânea, a ciência e a tecnologia tornaram-se forças produtivas e agentes de acumulação do capital. 

C - As atividades relacionadas às artes e à atividade intelectual não podem ser consideradas trabalho, pois não produzem riqueza material. 

D - A partir das mudanças ocorridas em seu processo de produção, o sistema feudal entrou em declínio, assim, os países europeus predominantemente agrários lentamente se transformaram em urbano-industriais.